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Informações
sobre os
processos de seleção
O
consultor Max Gehringer,
colunista da revista EXAME,
comenta com humor as
"pegadinhas" mais
comuns nas entrevistas de
emprego.
Começando
pela regrinha de ouro das
entrevistas: em entrevistas,
há respostas sinceras e
respostas adequadas.
Candidato ideal é aquele
que consegue fazer as
respostas adequadas
parecerem sinceras.
Fale de seus pontos fracos
Resposta
sincera – Por
ordem alfabética ou cronológica?
Resposta
adequada – Eu
sou perfeccionista. Sempre
acho que tudo pode ser
melhorado (Ou seja: o
importante é transformar
uma virtude em um defeito).
O que seus chefes e
subordinados diriam de você?
Resposta
sincera – Sei lá.
Meus subordinados mal sabiam
falar, e meus chefes nunca
souberam ouvir.
Resposta
adequada –
Espero que seja o mesmo que
eu diria a respeito deles.
Foram pessoas que sempre
procuraram fazer o melhor,
no prazo mais curto, e ao
menor custo possível.
Por que eu deveria contratá-lo?
Resposta
sincera – Se
você não sabe, o que você
está fazendo sentado aí
nessa cadeira?
Resposta
adequada –
Dentro de um mês, no máximo,
meus resultados responderão
a essa pergunta melhor do
que qualquer frase que eu
possa lhe dizer agora.
Que resultados você trouxe
para as empresas em que
trabalhou?
Resposta
sincera – Bom,
no geral, tipo assim, de
resultados meeesmo, veja
bem...
Resposta
adequada – O máximo
que me foi dado como
objetivo foi o mínimo que
fiz. Se você tem um minuto,
posso lhe mostrar... (Raros
candidatos têm uma folha de
papel com os resultados práticos
obtidos. E números sempre
falam mais alto do que
palavras)
Como você se vê daqui a
cinco anos?
Resposta
sincera – Se eu
tiver um pouco de sorte na
vida, não vou mais estar
sendo entrevistado por
incapazes como você.
Resposta
adequada –
Quero estar aqui, nesta
empresa, fazendo planos para
os cinco anos seguintes.
O que você sabe sobre nossa
empresa?
Resposta
sincera – Não
foram vocês que se
envolveram num tremendo escândalo
no ano passado?
Resposta
adequada –
Tudo. Começando pela
"Nossa Visão"...
(Uma coisa que poucos
candidatos fazem é decorar
tudo o que está no site da
empresa. Muitas das informações
contidas nele, nem os
entrevistadores sabem)
Quais são seus ídolos?
Resposta
sincera – Esses
apresentadores de TV, que
ganham uma fortuna só para
falar bobagens. Em bobagem
eu sou PhD, a parte da
fortuna é que tem sido meu
problema.
Resposta
adequada
– Meus pais, que me
ensinaram a respeitar o próximo.
E todos os chefes que tive,
porque com eles aprendi lições
práticas de vida. Não
acredito em conselhos mágicos
nem em caminhos fáceis.
Os
testes de conhecimentos
gerais, cognitivos
ou psicológicos que as
empresas aplicam
nos processos de
recrutamento
A
hora do teste
A
maioria dos candidatos a um
emprego – principalmente
aqueles que brigam por uma
vaga de início de carreira,
como estagiário ou trainee
– sabe que deve estar
pronta para passar por
provas sobre atualidades, língua
estrangeira ou de
conhecimentos específicos
sobre a função, mas não há
como preparar-se para os
testes de capacidade lógica
ou psicológicos. Eis os
tipos mais comuns aplicados
por grandes empresas e que
tipo de informação os
empregadores querem
descobrir quando os
utilizam:
Testes
de capacidades cognitivas:
assemelham-se aos testes de
QI, com questões de tipos
variados que pretendem
avaliar a capacidade de
raciocínio, de raciocínio
matemático, de visualização,
criatividade, entre outros.
Quati:
baseado na teoria de tipos
psicológicos de Jung, é um
questionário que sugere à
pessoa colocar-se em cenários
diferentes e apontar a
alternativa que melhor
descreve a sua reação.
Inventário
Fatorial de Personalidade (IFP):
também tem a forma de um
questionário em que o
candidato deve avaliar o
quanto a reação descrita
corresponde à que ele teria
numa situação semelhante.
É
possível que o candidato
preencha os testes pensando
em adequar-se a um perfil
socialmente desejável,
forjando as respostas.
Entretanto, os psicólogos
analisam também o quanto as
respostas do candidato
aproximam-se dos níveis de
"desejabilidade".
Se desconfiarem de fraude,
podem desconsiderar o teste
como indicativo do perfil da
pessoa, o que pode
prejudicar o candidato no
momento da seleção.
Palográfico:
o candidato deve desenhar
traços num período de
tempo estabelecido pelo psicólogo.
O tipo do traço e a constância,
por exemplo, são avaliados
pelos psicólogos. A
recomendação é que a
pessoa preste atenção à
instrução dada no início
da tarefa e tente repetir os
padrões da melhor maneira
que conseguir.
Zulliger
e Rorschach: são
apresentadas algumas folhas
com manchas e o candidato
deverá dizer que imagens vê.
O teste, ao contrário da
imagem passada pelo cinema,
não tem a intenção de
checar a existência de doenças
psicológicas, mas de
revelar traços da
personalidade. Mais
importante do que a figura
visualizada é o candidato
explicar ao psicólogo onde
a enxerga e o que o fez
chegar até ela. É
importante fornecer o máxmo
de informações possíveis
para que o profissional
possa avaliar. Ter várias
idéias e originais pode
significar, por exemplo,
criatividade.
Fontes:
Laís Passarelli, diretora
da Passarelli Consultores,
Ricardo Primi, psicólogo e
membro da Comissão
Consultiva em Avaliação
Psicológica do Conselho
Federal de Psicologia,
Marcos Luiz Bruno, diretor
do Instituto Pieron, Iara
Pasian, sócia responsável
pelo RH da Deloitte, Maria
da Graça Gonçalves,
presidente do Conselho
Federal de Psicologia.
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